O príncipe do Pop parece estar perto de nos trazer a sua nova criação...
Mika surpreendeu o mundo da música pop com suas músicas originais e divertidas no seu primeiro álbum "Life in cartoon motion", e parece que vem repetir a dose e acrescentar ainda mais cor e brilho à sua sonoridade nesse novo cd que está chegando...
Não vejo a hora!!!
Um vídeo super com o meu brother falando sobre a sua produção...Lindo de viver...
http://www.youtube.com/watch?v=gyvk_H3PP7E
domingo, 15 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Meu dedo é gay também?

Gay Fingers?
Take your own conclusions of it...
rsrs...better I keep my coments in secret...rsrs
If you want to know more about it, just take a look on this page of BBC ( http://www.bbc.co.uk/science/humanbody/sex/articles/testosterone.shtml#digit ), if you want, you may even participate of a test and discover if you think how a man or how a woman.
it's funny...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Você tem namorado?
Esse texto recebi por e-mail, de alguém que tem trazido muita coisa boa para a minha vida...Quando li, me identifiquei bastante e pensei que muitas pessoas que namoram de verdade também se identificariam com ele...Por isso o coloco aqui...Só um aviso: para entender o que o texto passa, é preciso namorar de verdade, não esses namoros loucos e cheios de apegos e desequilíbrios que vemos por aí, mas um namoro-amizade, repleto de grandes momentos, de partilha e muito amor sincero...
Puxando sardinha pra o time do arco-íris...rsrs

Puxando sardinha pra o time do arco-íris...rsrs

Ter ou não ter namorado?
"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de sim mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil por que namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado é mesmo difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem quer se proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira, basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor, é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, do carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo metrô, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama, beira d'água, show de Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia chega de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações, quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras, escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente começar a fazer sentido. ENLOU-CRESÇA"
Artur da Távola ,
texto disponível em : http://www.pensador.info/autor/Artur_da_Tavola/
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil por que namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado é mesmo difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem quer se proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira, basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor, é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, do carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo metrô, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama, beira d'água, show de Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia chega de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações, quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras, escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente começar a fazer sentido. ENLOU-CRESÇA"
Artur da Távola ,
texto disponível em : http://www.pensador.info/autor/Artur_da_Tavola/
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Como um peixinho...Mergulhando, compreendendo, vivendo e mudando...

Engraçado...Com o tempo algumas coisas que nós apenas achamos sejam verdades vão se tornando convicções...E esse processo de mutação, de fortalecimento, comigo, tem se dado não sem crises, não sem muitos conflitos. É quando passo por "maus-bocados", quando me sinto sem chão, que estou mais perto de atingir novos patamares de compreensão daquilo que estava ao meu redor. Uma nova versão do meu mundo se abre pra mim...
E o que se pede de mim é que eu apenas tenha paciência, viva, e espero o temporal passar...Sempre de coração aberto, sem querer camuflar as dores (inerentes a toda mudança e crise), mas aceitando-as como parte do caminho de amadurecimento e de reconstrução do meu olhar o mundo...
Como o peixinho que preso no aquário à beira do mar ainda não pode ver e viver a vastidão do mar, eu ainda me encontro um tanto longe de verdadeira compreensão, separado dela por muitas camads do vidro do Ego, que vão sendo diluídas com o movimento das "aguas" internas e externas da vida...E lentamente, eu e o peixinho vamos no conectando ao Todo; o dele: o oceano; o meu: Deus...Enquanto nos libertamos, mantemos nossos olhares fixos no céu, que sempre traz a alvorada a iluminar nossos dias, logo após a escuridão necessária do mergulho dolorido em nós mesmos...
E o que se pede de mim é que eu apenas tenha paciência, viva, e espero o temporal passar...Sempre de coração aberto, sem querer camuflar as dores (inerentes a toda mudança e crise), mas aceitando-as como parte do caminho de amadurecimento e de reconstrução do meu olhar o mundo...
Como o peixinho que preso no aquário à beira do mar ainda não pode ver e viver a vastidão do mar, eu ainda me encontro um tanto longe de verdadeira compreensão, separado dela por muitas camads do vidro do Ego, que vão sendo diluídas com o movimento das "aguas" internas e externas da vida...E lentamente, eu e o peixinho vamos no conectando ao Todo; o dele: o oceano; o meu: Deus...Enquanto nos libertamos, mantemos nossos olhares fixos no céu, que sempre traz a alvorada a iluminar nossos dias, logo após a escuridão necessária do mergulho dolorido em nós mesmos...
Como se fala por aí:
Logo depois do breu da noite vêm os raios do Sol trazendo um novo dia...Incontestavelmente, fatalmente...
Ainda bem...
Peace to everybody, always!
Logo depois do breu da noite vêm os raios do Sol trazendo um novo dia...Incontestavelmente, fatalmente...
Ainda bem...
Peace to everybody, always!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
...Começo...
Não poderia ser outro o texto de "lançamento" do meu novo blog...Não é meu; é de um ser angélico que tem me ensinado muito, e de quem espero poder estar sempre perto: Eugênia. Simplesmente o texto mais belo e profundo que já li...A quem ler, eu desejo que o faça com grande abertura de coração, os ensinamentos são pra toda a vida, ou melhor, pra todas a vidas, em todos os níveis que o significado da palavra vida possa se desdobrar...
Abraços com as melhores energias que posso oferecer!
Seza Hijoo
texto disponível em www.saltoquantico.com.br
A Condenada Maldita, Redentora Misteriosa.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.
Vê que da morte surge a vida – a semente, comprimida na escuridão fria e úmida do ventre da terra, arrebentada, em suas entranhas, no processo de germinação, faz espocar, de sua intimidade destroçada, o broto viril, que trará fonte à vida no globo, seja na fotossíntese ou na alimentação de herbívoros, base imprescindível da cadeia alimentar. Medita, outrossim, na dor do parto, lacerante para a fêmea-mãe, que traz a vida, pujante, ao concerto da criação.
Observa, irmão em Cristo, que, de modo algum, propomos-te culto à dor sistemática, nas neuroses do masoquismo autopunitivo, nem fuga à responsabilidade de pugnar e trabalhar, continuamente, por tornar o mais satisfatória e rica possível, em todos os sentidos, a tua como a existência de teus semelhantes. Aludimos, sim, exatamente ao contrário: à necessidade de permitir a manifestação do fenômeno da felicidade, pelo único meio através de que esta materialização pode ser propiciada: mediante a canalização do Fluxo da Vida, que inclui, inarredavelmente, os elementos sombrios, ou vazios, ou femininos, como se queira denominar a parte menos palatável ou imediatamente prazerosa da totalidade unificada e indivisível do Existir.
Quebra, definitivamente, teu pacto com a suspensão da tensão, o drama da Queda do Jardim do Éden, encenado na mitologia bíblica, como em inúmeros outros mitos e lendas das culturas primitivas. Aceita a tensão dos contrários, qual o Cristo, no Alto da Cruz, que Se propeliu à Ressurreição. Só há salto de qualidade, nos processos do existir e crescer, se há autorização para o sacrifício do inferior, em função do superior; para a renúncia ao menos extenso, pelo mais amplo, que, ironicamente, todavia, o abarca. Jesus, elevado do chão, mas não tocando o Céu, na tortura da levitação forçada, nos pregos do madeiro infamante, como Representante da Humanidade encarnada, constitui o símbolo vivo do que é estar entre os pólos de opostos, a fim de que haja a possibilidade de se fazer canal, para a Fonte da Vida.
Maria Santíssima, como Mãe de pé, aos pés da Cruz, assistindo ao martirológio inenarrável de Seu Puro Filho Único, idem, é alegoria dramática da observação contemplativa de Deus, sem paixões ou escolhas polarizadas, da inexorabilidade deste processo, como mecanismo fertilizante da vida e sua vocação criacional.
Cogita, prezado irmão em espírito, com profundidade e isenção, em torno desta temática proposta, na abordagem que te alvitramos, e rapidamente concordarás com nosso postulado. O aluno aplicado, que aufere prazer no ato de se empenhar em seus estudos, não vê propriamente dor na disciplina acerba a que se submete, cansando o aparelho visual, a ponto de exigir-lhe o recurso de apêndices não-naturais.
O atleta, aficionado por determinada modalidade esportiva, de forma alguma se sente sujeito a tortura afligente, por se impor longas jornadas de treino, amiúde conduzindo a máquina orgânica às raias da falência, com a anóxia, impregnando de tóxicos e venenos mortais o veículo de carne que, por este meio, de modo aparentemente contraditório, é conduzido à excelência funcional – pelo processo da hormese, paradoxalmente, propelem-se os mesmos tecidos e órgãos, parcial e provisoriamente lesionados, a níveis muito mais avultados de força, resistência e funcionalidade.
O profissional de talento e sucesso, que envida esforços, tempo e vida ao labor de seu ideal, de maneira alguma interpreta, como martírio e injustiça, o investimento que faz em seu próprio triunfo e competência, no ofício d’onde aufere a máxima alegria que pode conceber, apesar de, não raro, sua vida conjugal, familiar, espiritual e física serem arrastadas, quase que sem questionamentos íntimos, à total bancarrota.
Atenta-te, amigo, que o que te propomos, hoje, é quebrares, em ínfima medida que seja, tua escravidão aos padrões hipnóticos da cultura hedonista que pervaga na civilização ocidental moderna, que se faz hegemônica, no orbe inteiro, neste raiar do século XXI.
Verifica que, por detrás de todo ganho, há perdas; tanto quanto, implicada em toda perda, de reversa maneira, há alguma ordem de ganho.
Supera o paradigma mecanicista e medieval do maniqueísmo. Enxerga além das aparências, e percebe como, acima do que teus olhos alcançam, no firmamento, há mundos indevassáveis, pululando ao infinito.
Jamais te rendas a compactuar com sistemas de manipulação sadomasoquistas, tão comuns, lamentavelmente, nas relações familiares, profissionais, religiosas, sociais. Insurge-te contra toda forma de espoliação do mais fraco pelo mais forte, ou de opressão do direito de agir, pensar, sentir e falar livremente de todo irmão teu, em humanidade. Reforça, com ênfase, teu alinhamento com o compromisso da felicidade e da plenitude. Mas não traduzas nenhuma dessas premissas inquestionáveis, no corolário superficial, obtuso e imaturo da negação da dor. O sofrimento é parte indissociável do estar vivo. Aceita-o, porque, onde há amor, há dor, e Deus é Amor. Permite-nos, mais uma vez, porém, apelar para o conceito, oximoro dos oximoros: onde há amor, há tanta bênção e graça, que o padecimento perde seu colorido, para constituir um elemento condimentar, semelhante ao ácido, num suco cítrico, ou ao sal, num prato quente apetitoso.
Remete-te a estas metáforas poderosas, e rompe, definitivamente, tua sujeição à tirania amesquinhadora, castrante e estupidificadora (admite-nos o neologismo) da cultura consumista e narcisista do prazer do ego, do corpo e do agora – estes três monstros, inimigos mortais da Espiritualidade Genuína: o egoísmo, o materialismo e o imediatismo, que se jungem ao quarto que os introduziu, indiretamente, e que, em verdade, sintetiza, magnificamente, a salvação e a transcendência de todo o sistema de alienação da natureza última do ser humano: o hedonismo, pois que não passa de uma deturpação da busca fundamental da ventura, da felicidade, da plenitude, que se não pode manifestar num mero programa de prazeres físicos sistemáticos (embora não os rejeite), e sim num amplo espectro de possibilidades morais, intelectivas, espirituais, emotivas e relacionais, que englobam, despertam, dignificam e maximizam a completude do potencial à abundância, à lucidez e à bem-aventurança que a consciência humana é apta a experienciar. E isso, amigo, em resumo, é o portal para o paraíso...
Abraços com as melhores energias que posso oferecer!
Seza Hijoo
texto disponível em www.saltoquantico.com.br
A Condenada Maldita, Redentora Misteriosa.
Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.
Quando a criatura nega a suspensão do prazer, segue-se o colapso do sistema orgânico, como os toxicômanos bem o revelam, no próprio teatro de tragédia e decadência de si mesmos. Se a atividade não dá lugar ao repouso, a vida se extingue, em curtíssimo espaço de tempo. Se, ao pólo positivo, não se contrapõe o negativo, imediatamente o fluxo da energia é interrompido.
Não fujas, companheiro, da inevitabilidade cósmica da dor. Para onde fores, deparar-te-ás, inelutavelmente, com este fenômeno, que, paradoxalmente, nada tem de mórbido e desagradável, em última essência; nem de destrutivo, em seus propósitos mais profundos e ulteriores.
Vê que da morte surge a vida – a semente, comprimida na escuridão fria e úmida do ventre da terra, arrebentada, em suas entranhas, no processo de germinação, faz espocar, de sua intimidade destroçada, o broto viril, que trará fonte à vida no globo, seja na fotossíntese ou na alimentação de herbívoros, base imprescindível da cadeia alimentar. Medita, outrossim, na dor do parto, lacerante para a fêmea-mãe, que traz a vida, pujante, ao concerto da criação.
Observa, irmão em Cristo, que, de modo algum, propomos-te culto à dor sistemática, nas neuroses do masoquismo autopunitivo, nem fuga à responsabilidade de pugnar e trabalhar, continuamente, por tornar o mais satisfatória e rica possível, em todos os sentidos, a tua como a existência de teus semelhantes. Aludimos, sim, exatamente ao contrário: à necessidade de permitir a manifestação do fenômeno da felicidade, pelo único meio através de que esta materialização pode ser propiciada: mediante a canalização do Fluxo da Vida, que inclui, inarredavelmente, os elementos sombrios, ou vazios, ou femininos, como se queira denominar a parte menos palatável ou imediatamente prazerosa da totalidade unificada e indivisível do Existir.
Quebra, definitivamente, teu pacto com a suspensão da tensão, o drama da Queda do Jardim do Éden, encenado na mitologia bíblica, como em inúmeros outros mitos e lendas das culturas primitivas. Aceita a tensão dos contrários, qual o Cristo, no Alto da Cruz, que Se propeliu à Ressurreição. Só há salto de qualidade, nos processos do existir e crescer, se há autorização para o sacrifício do inferior, em função do superior; para a renúncia ao menos extenso, pelo mais amplo, que, ironicamente, todavia, o abarca. Jesus, elevado do chão, mas não tocando o Céu, na tortura da levitação forçada, nos pregos do madeiro infamante, como Representante da Humanidade encarnada, constitui o símbolo vivo do que é estar entre os pólos de opostos, a fim de que haja a possibilidade de se fazer canal, para a Fonte da Vida.
Maria Santíssima, como Mãe de pé, aos pés da Cruz, assistindo ao martirológio inenarrável de Seu Puro Filho Único, idem, é alegoria dramática da observação contemplativa de Deus, sem paixões ou escolhas polarizadas, da inexorabilidade deste processo, como mecanismo fertilizante da vida e sua vocação criacional.
Cogita, prezado irmão em espírito, com profundidade e isenção, em torno desta temática proposta, na abordagem que te alvitramos, e rapidamente concordarás com nosso postulado. O aluno aplicado, que aufere prazer no ato de se empenhar em seus estudos, não vê propriamente dor na disciplina acerba a que se submete, cansando o aparelho visual, a ponto de exigir-lhe o recurso de apêndices não-naturais.
O atleta, aficionado por determinada modalidade esportiva, de forma alguma se sente sujeito a tortura afligente, por se impor longas jornadas de treino, amiúde conduzindo a máquina orgânica às raias da falência, com a anóxia, impregnando de tóxicos e venenos mortais o veículo de carne que, por este meio, de modo aparentemente contraditório, é conduzido à excelência funcional – pelo processo da hormese, paradoxalmente, propelem-se os mesmos tecidos e órgãos, parcial e provisoriamente lesionados, a níveis muito mais avultados de força, resistência e funcionalidade.
O profissional de talento e sucesso, que envida esforços, tempo e vida ao labor de seu ideal, de maneira alguma interpreta, como martírio e injustiça, o investimento que faz em seu próprio triunfo e competência, no ofício d’onde aufere a máxima alegria que pode conceber, apesar de, não raro, sua vida conjugal, familiar, espiritual e física serem arrastadas, quase que sem questionamentos íntimos, à total bancarrota.
Atenta-te, amigo, que o que te propomos, hoje, é quebrares, em ínfima medida que seja, tua escravidão aos padrões hipnóticos da cultura hedonista que pervaga na civilização ocidental moderna, que se faz hegemônica, no orbe inteiro, neste raiar do século XXI.
Verifica que, por detrás de todo ganho, há perdas; tanto quanto, implicada em toda perda, de reversa maneira, há alguma ordem de ganho.
Supera o paradigma mecanicista e medieval do maniqueísmo. Enxerga além das aparências, e percebe como, acima do que teus olhos alcançam, no firmamento, há mundos indevassáveis, pululando ao infinito.
Jamais te rendas a compactuar com sistemas de manipulação sadomasoquistas, tão comuns, lamentavelmente, nas relações familiares, profissionais, religiosas, sociais. Insurge-te contra toda forma de espoliação do mais fraco pelo mais forte, ou de opressão do direito de agir, pensar, sentir e falar livremente de todo irmão teu, em humanidade. Reforça, com ênfase, teu alinhamento com o compromisso da felicidade e da plenitude. Mas não traduzas nenhuma dessas premissas inquestionáveis, no corolário superficial, obtuso e imaturo da negação da dor. O sofrimento é parte indissociável do estar vivo. Aceita-o, porque, onde há amor, há dor, e Deus é Amor. Permite-nos, mais uma vez, porém, apelar para o conceito, oximoro dos oximoros: onde há amor, há tanta bênção e graça, que o padecimento perde seu colorido, para constituir um elemento condimentar, semelhante ao ácido, num suco cítrico, ou ao sal, num prato quente apetitoso.
Remete-te a estas metáforas poderosas, e rompe, definitivamente, tua sujeição à tirania amesquinhadora, castrante e estupidificadora (admite-nos o neologismo) da cultura consumista e narcisista do prazer do ego, do corpo e do agora – estes três monstros, inimigos mortais da Espiritualidade Genuína: o egoísmo, o materialismo e o imediatismo, que se jungem ao quarto que os introduziu, indiretamente, e que, em verdade, sintetiza, magnificamente, a salvação e a transcendência de todo o sistema de alienação da natureza última do ser humano: o hedonismo, pois que não passa de uma deturpação da busca fundamental da ventura, da felicidade, da plenitude, que se não pode manifestar num mero programa de prazeres físicos sistemáticos (embora não os rejeite), e sim num amplo espectro de possibilidades morais, intelectivas, espirituais, emotivas e relacionais, que englobam, despertam, dignificam e maximizam a completude do potencial à abundância, à lucidez e à bem-aventurança que a consciência humana é apta a experienciar. E isso, amigo, em resumo, é o portal para o paraíso...
(Texto recebido em 3 de julho de 2008. Revisão de Delano Mothé.)
Eugênia
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